Dívidas

Como sair do rotativo do cartão de crédito em quatro passos

O rotativo é a dívida mais cara do mercado. Veja como parar a bola de neve, trocar por juros menores e pagar o saldo sem deixar a conta estourar de novo.

2 min de leitura

Pagar menos que o total da fatura por um mês é fácil. Sair disso é o problema: o saldo que sobra entra no rotativo, com juros que podem passar de dez por cento ao mês. Em poucos meses, a dívida dobra. Estes quatro passos tiram você de lá na ordem certa.

Passo 1: pare de alimentar a dívida

Enquanto o cartão estiver no rotativo, cada nova compra vira dívida cara. Guarde o cartão, apague-o dos aplicativos e passe a usar débito ou dinheiro pelo tempo necessário. Parece drástico, mas é o único jeito de o saldo começar a cair.

Passo 2: descubra o tamanho real do buraco

Abra a fatura e separe três números: o saldo em rotativo, as parcelas futuras já comprometidas e os juros cobrados no mês. A soma dos dois primeiros é a dívida; o terceiro é quanto você paga por mês só para ela não crescer.

Passo 3: troque por uma dívida mais barata

O rotativo quase nunca é a melhor opção para carregar um saldo. Compare, nesta ordem:

  1. Parcelamento da fatura: oferecido pelo próprio banco, com juros bem menores que o rotativo.
  2. Empréstimo pessoal ou consignado: juros menores ainda, com parcelas fixas e data para acabar.
  3. Portabilidade: levar a dívida para um banco que cobra menos.

A regra é simples: só vale trocar se a taxa nova for menor e se você conseguir pagar a parcela sem voltar a usar o rotativo.

Passo 4: monte um plano de saída com data

Defina quanto cabe no orçamento por mês e calcule em quantos meses a dívida acaba. Registre a parcela como gasto fixo e acompanhe o saldo caindo. Ver a data de fim transforma a dívida em projeto.

No MyMoney, a dívida vira uma meta negativa: você lança cada pagamento e vê o saldo restante e o mês em que ela acaba. Quando terminar, a mesma parcela pode virar o aporte da sua reserva de emergência.

Perguntas frequentes

Vale a pena usar a reserva de emergência para quitar o rotativo?

Em geral, sim: nenhuma aplicação segura rende perto do que o rotativo cobra. Mantenha um mínimo guardado para o próximo imprevisto e use o restante para quitar.

Negociar com o banco funciona?

Funciona mais do que as pessoas imaginam. Ligue, diga que quer quitar e peça desconto nos juros ou um parcelamento melhor. Feirões de renegociação costumam oferecer condições ainda melhores.

Devo cancelar o cartão depois?

Não precisa. Reduza o limite para algo que caiba no orçamento e volte a usá-lo só quando conseguir pagar a fatura inteira por três meses seguidos.

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